CADNorm

Normalização e boas praticas de desenho técnico em computador

segunda-feira, novembro 21, 2005

CAD (Computer Aided Design)


Computer Aided Design (CAD), ou desenho assistido por computador, é o nome genérico das aplicações (software) utilizados pelas áreas de engenharia, geologia, arquitectura, design e outros para facilitar o projecto e desenho técnicos. No caso do design este pode estar ligado especificamente a todas às suas vertentes (produtos como vestuário, electrodomésticos, industria automóvel, etc), de modo que as especificidades de cada especialidade são incorporadas na interface de cada programa.








A ferramenta de CAD mais utilizada em Portugal é o
AutoCAD, produzido pela Autodesk. Tem como formato nativo, o DWG (acrónimo de Drawing) sendo bastante difundido no mercado. Recentemente foi formado um consórcio de empresas (Open Design Alliance), com o ambito de passar o formato DWG para o domínio público. Permitindo desta forma ser um formato reconhecido e utilizado por empresas concorentes da Autodesk, passando de facto a ser um "standard" a titulo de exemplo a grande rival, Bentley, lê e escreve directamente em formato DWG, permitindo desta forma o facil intercambio de desenhos entre as ferramentas.

Referencia Wikipédia, a enciclopédia livre.

domingo, novembro 20, 2005

Conclusão (IV)

A normalização conduz a uma optimização do processo produtivo pois a redundância e perda de dados tende a ser cada vez menor.

Para que o processo produtivo seja optimizado de forma que o projectista tenha mais tempo para o processo criativo, é de facto fundamental que se invista cada vez mais em formação e desenvolvimento de métodos de produção adaptados à respectiva área de negócio, fundamentados em normas já existentes e mantidas pelos organismos respectivos.

É também necessário, que as novas tecnologias/ ferramentas sejam utilizadas e potenciadas na utilização diária do projectista, pois, quando se faz um investimento de alguns milhares de euros numa aplicação e depois não se investe na formação do utilizador provavelmente terá sido feito um mau investimento, pois a aplicação não está a ser utilizada na sua totalidade, assim como o tempo perdido à procura de um projecto antigo pela falta de um sistema de EDMS carece de análise.

Se a optimização dos processos de produção fizerem parte do investimento dos gabinetes projecto, garantidamente que este investimento será a curto prazo uma fonte de rendimento.

quinta-feira, novembro 17, 2005

Outras ferramentas na optimização de projecto (III)

A Normalização é um conjunto de regras e procedimentos de trabalho, existindo Normas de âmbito nacional definidas e mantidas pelo IPQ[1], como representante do Comité Europeu de Normalização (CEN) e da Organização Internacional de Normalização (ISO).

Torna-se também necessário criar formas correctas de manutenção da informação e gestão optimizada de projecto. Neste sentido, com o advento da informática e o poder de cálculo existente nos computadores actuais, torna-se possível de forma económica, tendo em conta o valor da informação que um projecto pode conter, instalar um sistema de Gestão Documental Técnica (EDMS) de suporte ao projecto, facilitando todos os processos de produção e revisão de projecto, sendo a base deste tipo de sistema um repositório único de informação evitando a redundância e existência de versões dispersas por vários locais aumentando desta forma a fiabilidade do projecto.

Outras ferramentas que podem optimizar o desempenho da equipa interveniente no projecto, especialmente a relação com o Dono de obra, outros Projectistas e Construtores, são as ferramentas Colaborativas. Por norma funcionam em ambiente WEB (internet/intranet) e que permitem gerir desde o cronograma de execução, a alocação de recursos, os custos associados, a gestão de documentos partilhados ainda em execução, que em conjunção com as ferramentas de EDMS podem permitir o acesso aos desenhos e memórias descritivas do projecto que depois de aprovadas pelo dono de obra, podem ser consultados por exemplo, desde a obra, com um simples portátil e um telemóvel, tendo a garantia que aquela é de facto a última versão aprovada.

[1] IPQ – Instituo Português da Qualidade

terça-feira, novembro 15, 2005

Vantagens na utilização de Normalização de projecto na óptica os intervenientes (II)

Gabinetes de projecto

· Redução de tempo de conversão entre especialidades ou Gabinetes de Projecto, ou mesmo ausência de conversão
· Informação coerente entre a equipa de projecto
· Redução do tempo de adaptação e formação de novos colaboradores
· Facilidade de conversão de dados entre software’s distintos
· Facilidade de identificação da informação entre equipas pluri-nacionais
· Facilidade de verificação dos conteúdos
· Meio caminho para uma certificação ISO 9000

Construtores

· Redução do tempo de preparação de obra
· Compatibilização entre dados recebidos de diversos projectistas
· Redução do número de erro e omissões
· Melhor planeamento e controlo de obra
· Melhor relação com fornecedores
· Optimização de custos

Dono de obra

· Mais qualidade e melhor preço final de construção
· Controlo de todo o processo de produção desde a origem, de forma simples e transparente
· Facilidade na modificação do projectoFacilidade na manutenção

quarta-feira, novembro 09, 2005

Normalização de desenho técnico em computador (I)


A forma rápida como a sala de desenho, se transformou em gabinete de arquitectura/engenharia DIGITAL, não permitiu a real adaptação e optimização das novas ferramentas electrónicas. Pois a passagem do estirador para o computador como ferramenta de desenho, de uma forma geral foi feita de modo empírico. Como consequência desta situação levou a que as verdadeiras potencialidades do CAD ficassem esquecidas ou pior ainda desconhecidas de facto.

Isto deve-se em parte à falta de formação nas tecnologias utilizadas, não sendo estas utilizadas na sua totalidade. De uma forma genérica, ainda são utilizadas somente as funções que substituem os antigos métodos de desenho, como o desenho de linhas, ou a cópia (decalque) de entidades não sendo o trabalho entendido como um modelo único, mas sim, como diversas folhas de desenho independentes, sendo os objectos desenhados à escala de representação e não à escala real. Dai resulta um aumento do tempo de produção e um esforço acrescido na alteração do projecto, pois a probabilidade de erro por omissão aumenta, assim como o trabalho redundante. O trabalho é ainda também um exercício solitário e não um trabalho colaborativo.

Estas situações seriam evitáveis se houvesse uma aposta na formação especializada e fossem desenvolvidos ou adoptados métodos de produção conforme a ferramenta que está a ser utilizada, e o fim a que esta se destina. Por analogia, quando a mesa de trabalho era o estirador, ninguém tentaria fazer um traço fino com uma caneta 0.70, pois o fracasso seria o mais provável.

Outro problema é a ausência de normas específicas para utilização nas ferramentas electrónicas, como o nome dos layers, a utilização de simbologia universal, o nome dos ficheiros, a numeração das folhas, a utilização de tramas, imagens e referências externas, fontes de texto, os formatos das folhas e legendas, a forma de apresentação.

Por exemplo, a vantagem que as ferramentas electrónicas podem trazer na integração, compatibilização e coordenação das diversas especialidades técnicas de projecto, só agora começa a ser utilizada, existindo ainda conflitos de toda a ordem entre especialidades ou grupo de trabalho, apesar das tecnologias e formatos digitais utilizados serem os mesmos.

Para que o CAD seja uma ferramenta colaborativa e rentável, torna-se necessário o desenvolvimento de Normas, estas tanto se aplicam aos formatos, layers, cores, nomes de ficheiros e estruturas de directorias, como à criação de check-lists de verificação/aceitação de projectos, sendo esta a única forma de evitar erros de construção, resultantes de um projecto menos rigoroso.

Se estas normas forem utilizadas e respeitadas por todos os intervenientes, o custo de projecto será garantidamente mais baixo, e qualquer erro existente será facilmente identificado desde a sua origem.

O ciclo de vida do empreendimento poderá ser acompanhado de forma simples, desde a fase de Ante-Projecto até à fase de Manutenção.

José Carlos Gonçalves
Lisboa, Junho 2005

in NormaCAD


CAD – Computer Aided Design, desenho assistido por computador
IPQ – Instituo Português da Qualidade